Feiras de Negócios – Uma porta aberta para sair da crise - NetSeg

Feiras de Negócios – Uma porta aberta para sair da crise

Tendências | 2015-09-08

Que está difícil para vender qualquer coisa todo mundo sabe. Em qualquer segmento econômico os compradores estão de freio de mão puxado até o topo. Mais por mêdo do que por necessidade. 

Mas vamos parar para pensar um pouco... Fala-se em queda da economia em relação a 2014 entre 3 e 5% dependendo do setor. Se fosse uma queda linear todos saberíamos que nosso faturamento cairia na mesma proporção...mas só que não...

Então, alguns setores sofrem mais do que outros, alguns nem sofrem e outros até crescem na crise. Vamos falar exatamente sobre isso. Crescer na crise.

Como é que se cresce na crise? A fórmula é velha, principalmente para nós brasileiros, tão acostumados com crises econômicas. Tá certo, nem todos, por conta da idade, viveram as várias crises que o Brasil enfrentou após o governo militar (não que naquele governo também não tenha havido crise...), mas, no mínimo, conhecem a história.

A “fórmulinha”  mágica consiste em trabalhar mais, entendendo que trabalhar mais significa na verdade trabalhar melhor.

Fora das épocas de crise é comum que as empresas e as pessoas fiquem confortavelmente instaladas em suas posições conquistadas e não tenham muita motivação para sair da zona de conforto adquirida. As crises cutucam os macios assentos das cadeiras e poltronas... o que é uma pena, sabe por que? Porque cutucando traseiros as crises fazem as pessoas se movimentarem e ...correrem mais.  Mas só correr mais não resolve. Bom mesmo seria se as crises cutucassem a mente...para que dirigentes e profissionais se concentrassem em CRIAR MAIS.

Criar mais estratégias de enfrentamento, criar novos produtos, criar mais alternativas de fornecimento, criar mais parcerias ganha|ganha. Tem tanta coisa para criar. Especialmente em um mundo tão dinâmico quanto o que hoje vivemos o que não falta é espaço para o exercício da criatividade.

A crise está nos rondando  desde o início do ano, talvez até antes, mas, falando agora especificamente das feiras de negócios o que temos visto para fugir dela? Nada de novo. Em 2015 eu já estive em mais de 30 feiras e não vi nada de novo nem do expositor nem do organizador. Tudo mais ou menos igual ao de sempre. 

Eu converso com promotores, com expositores e com visitantes. Todos, sem exceção, falam das dificuldades. Mas, salve! Alguns desses se reinventam e criam novas alternativas como uma que presenciei em uma feira no sul do país. Um expositor que instalou um enorme totem em seu estande no qual se lia:Buscamos clientes que queiram superar a crise. Seguramente era o estande mais visitado da feira.

Algo assim, em primeiro lugar, atrai. Pelo que pude ver, a proposta desse expositor era extremamente positiva: Trabalhar a preço de custo para os seus clientes e ganhar uma participação sobre a economia gerada pelo equipamento que fornece,  durante x tempo. Não é uma grande sacada? E, pelo que vi, fechou uma grande quantidade de negócios durante a feira. 

Entre os organizadores também tenho visto iniciativas que, no mínimo, merecem aplausos: A que mais me impressionou bem não tem a ver com tamanho nem experiência. Foi desenvolvida por um organizador que fica fora do eixo Rio| São Paulo, pequeno, especializado no segmento de móveis.  Vamos ao case:

O problema:

  1. Maior preocupação dos seus expositores: custo de montagem do estande.
  2. Pouca visitação de compradores de outras praças importantes.

 

A solução:

  1. Espaço livre sem montagem de estande. Apenas carpete, ou no máimo um piso elevado, e os próprios móveis dos expositores compondo uma decoração de efeito visual interessante e capaz de criar uma sensação de acessibilidade e acolhimento muito forte. Até porque estande não precisa obrigatoriamente ser uma obra prima de arquitetura. Precisa sim é ser COMPATÍVEL COM OS OBJETIVOS de participação. 
  2. Edições itinerantes, em diversas praças, definidas por indicação dos próprios expositores.

Os Resultados:

  1. Expositores satisfeitos com a grande redução do custo de participação;
  2. Expositores MUITO satisfeitos com as vendas efetuadas em praças nas quais tinham participação reduzida.

Por Fernando Lummertz