A Mitsubishi Electric apresenta seu relatório técnico 2014 - NetSeg

A Mitsubishi Electric apresenta seu relatório técnico 2014

Vídeo | 12/11/2014

LCD com bordas estreitíssimas versus Cubos de retroprojeção

O propósito primário dos sistemas de visualização para centros integrados de comando e controle é fornecer em uma tela única, clara, com grande dimensão e alta resolução, o domínio aos operadores e especialistas, em ambientes críticos e em regime contínuo 24×7, de suas aplicações e imagens comuns para operação.

Permite aos operadores e especialistas monitorar simultaneamente as informações oriundas de várias fontes de informação e seus ativos (dados, gráficos, veículos, pessoal, energia, ambientes, etc.), fornecendo-lhes a ferramenta operacional apropriada para as tomadas de decisões, principalmente quando em situações de emergência operacional.

Além disso, permite também o compartilhamento das informações críticas em tempo real e a eficiência operacional de todas partes interessadas.

Quando seleciona-se uma tecnologia para uma aplicação específica, a ênfase deve ser focada nas seguintes premissas:
• O custo total de propriedade com indicação do retorno sobre o investimento (ROI);
• O espaçamento entre telas, os menores possíveis, para proporcionar uma grande qualidade das imagens que serão visualizadas;
• A necessidade real da operação em regime contínuo 24×7;
• A alta confiabilidade com tempo mínimo de inatividade da solução e redução de pontos de falha;
• A expectativa de vida útil dos equipamentos e sua capacidade de atualização para as tecnologias futuras sem grandes impactos.
As duas tecnologias normalmente utilizadas em centros integrados de comando e controle são:
• LCD com bordas estreitíssimas, os chamados LCD LED SNB;
• Cubos de retroprojeção com fonte de luz à LED, os chamados Cubos DLP LED.

Este relatório compara as duas tecnologias e apresenta os prós e contras de cada uma, ajudando os clientes na escolha certa para seus investimentos em sistemas de visualização.

Sobre a tecnologia

A tela de cristal líquido (LCD) é uma tecnologia digital que produz imagens sobre uma superfície fina de cristais líquidos e filtros coloridos.

O termo “cristal líquido” descreve a substância entre os estados líquido e sólido, com propriedades e características físico-química de ambas substâncias. Moléculas do cristal líquido tendem a se auto arranjarem em conjunto em determinadas posições: esse arranjo molecular permite ao meio físico um fluxo líquido.

Dependendo da temperatura e da natureza da substância, os cristais líquidos podem existir em várias fases: a nemática, onde não há uma ordenação espacial, por exemplo, é a fase utilizada para a construção de telas. Existe um tipo de fase nemática em que os cristais líquidos se apresentam torcidos: aplicando-se corrente elétrica sobre eles, faz com que eles se destorçam em vários graus dependendo do nível de corrente elétrica.

Assim, por meio da aplicação de vários níveis de corrente elétrica, os cristais líquidos são atuados a reagir de uma forma preditiva na qual é possível controlar a emissão de luz. Em um painel colorido de LCD, cada pixel é construído com três cristais líquidos que recebem os filtros RGB (vermelho, verde e
azul) formando uma célula de cor: a luz que passa por cada célula cria as cores visualizadas no LCD.

Ocasionalmente, o mecanismo que envia corrente elétrica para um ou mais pixels pode falhar: se isso vier a ocorrer, então podese visualiza-lo(s) apagado(s), isto é, escurecido(s). Como a luz (energia) passa através do painel LCD em múltiplas camadas, o calor gerado pode danificá-lo se não for devidamente
refrigerado. Isso é normalmente expresso como degradação do painel devido ao calor, sendo condição excludente de reparos nas garantias de muitos fabricantes.

Os cristais líquidos têm um estado em que ficam normalmente relaxados: quando se aplica corrente elétrica, imediatamente os cristais se reorganizam em certas ondas de luz. Se este nível de corrente elétrica permanecer por longos períodos de tempo, os cristais líquidos podem se reter na mesma posição, o que pode prejudicar a cor solicitada, fazendo com que a tela fique com imagens “queimadas”, da mesma forma que ocorria a retenção dos chamados “fantasmas” nas telas tradicionais de plasma. Na verdade, a raiz do problema da persistência de imagens nos LCD é a mesma que existia em monitores CRT com fósforo: o uso não uniforme dos pixels da tela.

Isso é devido a muitos fatores, a saber:
• Acumulação de impurezas iônicas dentro do LCD;
• Carga elétrica ao redor dos eletrodos;
• Capacitância parasita;
• Harmônicas na rede que produzem anisotropia (dependência de direção) na constante dielétrica do cristal líquido.

A persistência de imagem, os chamados “fantasmas”, que usualmente são temporários, podem, com o passar do tempo, se tornar permanentes. Consequentemente, a maioria dos fabricantes de LCD excluem a persistência da imagem em suas garantias.

Se resguardar o cristal líquido de seu uso por várias horas ou dias, faz com que os cristais líquidos se relaxem, revertendo a persistência da imagem. Em outras palavras, desligando-se o equipamento por várias horas durante o dia pode-se reduzir ou eliminar os riscos da retenção de imagem.

O uso de protetores de tela, com constante troca de conteúdo, também ajuda na redução ou eliminação da retenção de imagens. Outra solução seria a criação de telas brancas, perfazendo todos equipamentos por um período de tempo, diariamente, para descansar os cristais líquidos.

Os eventos dos pixels apagados ou escurecidos, da degradação do painel e da persistência das imagens (todos excluídos e não atendidos pelas garantias dos fabricantes), não tem solução técnica e geralmente o cliente é obrigado a substituir o equipamento inteiro, já que o custo do reparo muitas vezes é mais caro que um equipamento novo. Outra preocupação na troca é que esses painéis são prejudiciais ao meio ambiente e devem ser descartados de forma consciente.

Devido às constantes mudanças e avanços no desenvolvimento dos LCD, se faz necessário comprar telas adicionais que serão mantidas pelos clientes para trocas futuras durante a vida do LCD Wall, pois muitas vezes é difícil se encontrar telas exatamente iguais às compradas originalmente em curto período de tempo, antes mesmo do retorno sobre o investimento do projeto.

LCD com bordas estreitíssimas foram introduzidos em 2010 e evoluíram rapidamente. Existem basicamente dois tamanhos disponíveis no mercado para aplicações em sistemas de visualização: com diagonal de 46” e de 55”.